segunda-feira, 14 de maio de 2007

Programa notebook popular


Depois do computador popular, é a vez do notebook popular. O governo federal deve anunciar hoje um programa de incentivo à venda de laptops. Com isso, o computador portátil passa a ter acesso a financiamento com juro abaixo do vigente no varejo. As linhas de crédito são oferecidas pela Caixa Econômica Federal, pelo Banco do Brasil e por varejistas credenciados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para ter direito à linha de crédito, o notebook deve ter tela de 14 polegadas, processador de 1,4 GHz, placa de acesso à rede sem fio (Wi-Fi), gravador de CD, 512 megabytes de memória, disco rígido com capacidade de 40 gigabytes e peso de no máximo 3 quilos - configurações similares às dos laptops básicos disponíveis no mercado. O sistema operacional precisa ser o Linux, principal concorrente do Windows, da Microsoft. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), 18% dos 8,2 milhões de computadores vendidos no País ano passado saíram de fábrica com o Linux. As informações são de O Estado de S. Paulo.

A desvalorização do dólar e incentivos fiscais concedidos pelo governo Lula impulsionaram as vendas de computadores pessoais desde 2005 no Brasil. Segundo dados preliminares da consultoria IDC Brasil, até fevereiro de 2006, foram vendidos cerca de 5,5 milhões de PCs, 36,2% a mais do que o observado no ano retrasado. É um crescimento superior às taxas observadas em anos anteriores. Em 2004, por exemplo, as vendas subiram 32% ante 2003. Em 2002, por exemplo, no final do governo FHC, o percentual foi próximo a zero. Além do dólar baixo, é evidente que a iniciativa do governo Lula de reduzir a zero as alíquotas de PIS e Cofins, então de 9,25%, foi decisiva para provocar o boom na venda de PCs.

Imaginação


Do poeta Mario Quintana, a citação de domingo, com um dia de atraso:

"A imaginação é a memória que enlouqueceu."

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Fechado acordo Brasil-Bolívia


A Petrobrás fechou um acordo com a Bolívia que pagará US$ 112 milhões pelas duas refinarias implantadas pela estatal brasileira naquele país. Com a decisão, a Petrobrás abandona o refino de petróleo na Bolívia. O pagamento será feito em duas parcelas, e poderá ser quitado com o fornecimento de gás. “O diálogo prevaleceu. Estamos satisfeitos com o entendimento”, disse o ministro de Minas e Energia brasileiro, Silas Rondeau.
O negócio foi acertado em reunião entre o presidente da Bolívia, Evo Morales, e os ministros da área energética na sede do governo. “Com o irmão Lula, jamais vamos nos enfrentar”, disse Evo Morales. A Petrobrás havia adquirido as plantas em 1999 por US$ 104 milhões. Desde então, a companhia investiu cerca de US$ 20 milhões. A proposta de venda das refinarias foi apresentada pela Petrobrás como reação à decisão do governo de Evo de expropriar o fluxo de caixa das refinarias dentro do programa de nacionalização do gás boliviano – uma de suas bandeiras de campanha.

Para onde voam os tucanos


Após duas derrotas eleitorais e incapaz de ocupar o espaço de oposição ao governo Lula, o PSDB perdeu o eixo político. Em sua primeira gestão, Lula adotou bandeiras tucanas como estabilidade econômica, proteção social e prioridade para a educação. Isso esvaziou o discurso do PSDB. Vencida a turbulência com denúncias e o mensalão, o governo Lula é aprovado por mais de 60 milhões de brasileiros. Tucanos como José Serra e Aécio Neves olham para 2010, mas lançam olhares na direção de Lula, fortalecido pela popularidade, o bom desempenho do governo e a tranquilidade da economia brasileira.
Isso deixa cada vez mais isolado o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que fala quase sozinho, enquanto os governadores tucanos trocam gentilezas com o governo federal. Se o PSDB tiver Serra na disputa à presidência em 2010, Aécio buscará no PMDB o espaço para sua candidatura. Neste caso, tentaria o apoio de Lula. Por isso, janta com Michel Temer (PMDB) e almoça com o presidente.
Problema: o PT aceitaria não ser a cabeça-de-chapa? Dificilmente.
A confusão é tanta no PSDB que alguns tucanos chegaram a sugerir uma pesquisa nacional para que a população indique ao partido o rumo a seguir. “Estamos aniquilados”, chegou a dizer o deputado paulista José Aníbal quando saíram os resultados das primeiras sondagens sobre a popularidade de Lula desde a segunda posse. Outro problema para o PSDB é ser oposição tendo afinidades com o governo, em relação a questões macro como democracia, controle da inflação, responsabilidade fiscal, crescimento e combate à desigualdade.
Traçar o cenário político do país para os próximos três anos é um desafio de alto risco.

Ojalá


De Silvio Rodriguez,

"Ojalá que las hojas no te toquen el cuerpo cuando caigan
para que no las puedas convertir en cristal.
Ojalá que la lluvia deje de ser milagro que baja por tu cuerpo.
Ojalá que la luna pueda salir sin tí.
Ojalá que la tierra no te bese los pasos.

Ojalá se te acabé la mirada constante,
la palabra precisa, la sonrisa perfecta.
Ojalá pase algo que te borre de pronto:
una luz cegadora, un disparo de nieve.
Ojalá por lo menos que me lleve la muerte,
para no verte tanto, para no verte siempre
en todos los segundos, en todas las visiones:
ojalá que no pueda tocarte ni en canciones

Ojalá que la aurora no dé gritos que caigan en mi espalda.
Ojalá que tu nombre se le olvide a esa voz.
Ojalá las paredes no retengan tu ruido de camino cansado.
Ojalá que el deseo se vaya tras de tí,
a tu viejo gobierno de difuntos y flores."

Frase do dia


"Vou sentir saudades de Tony Blair (ex-primeiro-ministro britânico)."

Presidente dos EUA, George Bush, sobre seu ex-colega Blair, principal parceiro na guerra contra a militância islâmica que se seguiu aos ataques de 11 de setembro de 2001 aos EUA. Segundo a Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque (Unami), apenas em 2006, mais de 34,4 mil pessoas foram mortas no país.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Centenário de Werneck


Este é o ano do centenário do nascimento do pintor, desenhista e ilustrador Paulo Werneck (1907 / 1987), nascido no Rio de Janeiro em 29 de julho. Werneck introduziu no país a técnica do mosaico, contribuiu com seus murais para projetos de arquitetos como Oscar Niemeyer e publicou como ilustrador duas lendas brasileiras, Negrinho do Pastoreio (1941) e Lenda da Carnaubeira (1939). Deixou sua arte em edifícios como o do Ministério da Fazenda, no Rio, a Igreja São Francisco de Assis, na Pampulha, e o Palácio do Itamaraty, em Brasília. Com mais de 300 painés em prédios e residências, em todo o país, Paulo Werneck foi um incansável colaborador do Modernismo.