segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Oitenta e um anos de Fidel Castro


O presidente cubano Fidel Castro completa hoje 81 anos de idade. O guerrilheiro que derrotou o ditador Fulgencio Batista em 1959 e governou Cuba nos 47 anos seguintes desafiando os Estados Unidos, mantém-se como o principal líder político da América Latina e um dos grandes estadistas, talvez o único no mundo.

sábado, 4 de agosto de 2007

Sobre a colaboração de classe

Em novembro do ano passado, o jornalista, escritor, professor da PUC-SP e editor da revista Caros Amigos, José Arbex Jr., disse em entrevista ao site Fazendo Media, que não acredita em govrnos que promovam a colaboração de classe, situação que descreveu como a "ante-sala do fascismo". Destaco, a título de curiosidade, um trecho da entrevista sobre o assunto:

"(...) é só pesquisar fatos históricos. Quem preparou o franquismo? A Frente Popular espanhola. O mesmo aconteceu com a França, cuja Frente Popular abriu a avenida para a república colaboracionista de Vichy. Os exemplos se multiplicam. É inevitável: as ilusões com o governo fazem com que os movimentos populares desçam a gaurda, abandonem posições de confronto, comecem a aposta na estabilidade burguesa e nos acordos para 'melhorar um pouquinho' a vida. Cria-se a percepção ilusória de que os conflitos podem ser resolvidos na mesa de negociações. Junto com isso vem a corrupção, a cooptação dos dirigentes, o abandono de princípios. Aí estoura a crise, e a burguesia ataca as migalhas que antes haviam sido atiradas ao povão. Só que, nessa altura, todas as organizações populares, pelo menos as mais importantes, já foram desmanteladas. Foram transformadas em caricaturas (...)"

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Banrisul à venda


O governo do Rio Grande do Sul embolsou ontem R$ 1.264.414.452,69 obtidos com a venda de ações do Banrisul. A informação é do secretário da Fazenda e presidente do conselho de administração do Banrisul, Aod Cunha. A receita veio da venda do primeiro lote de ações do Banrisul, uma das cartadas da governadora Yeda Crusius que administra o Estado em meio a maior crise da história.
No primeiro dia de comercialização, foram realizados cinco mil negócios. Cada papel foi vendido a R$ 12. Ao todo, as transações resultaram em R$ 360 milhões em apenas um dia. As ações do banco gaúcho foram as terceiras mais negociadas na Bovespa no dia - perdendo apenas para os títulos da Vale do Rio Doce e da Petrobras.
O desempenho superou a expectativa até de sua diretoria, com valorização de 1,66% em relação ao preço fixado na primeira fase da operação. Apesar de o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, afirmar que pretende manter a presença da instituição nos municípios gaúchos, há o temor de que, para atender aos critérios de competição, o Banrisul tenha de abrir mão de agências deficitárias. Ou seja, o governo de Yeda repete a fórmula neoliberal, de quanto menor o Estado para o povo melhor, desde que isso não comprometa os negócios dos amigos.

terça-feira, 31 de julho de 2007

O corte começou na França



A agência EFE informou hoje que o primeiro ministro francês François Fillon anunciou a supressão de 22,7 mil postos de trabalho no governo, com o objetivo de reduzir o déficit público, previsto de 2,3% do PIB para 2008.
A estratégia é não ocupar um em cada dois postos de funcionários aposentados, exceto nas árreas de educação, pesquisa e justiça. O anúncio ocorreu durante entrevista coletiva ao final de uma reunião ministerial sobre orçamento para o próximo ano.
A medida foi uma das principais bandeiras de campanha do presidente eleito Nicolas Sarkozy, que derrotou a socialista Ségonèle Royal na disputa deste ano.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Internet no Brasil

A agência de notícias Reuters informa hoje que o Brasil lidera na América Latina em número de usuários da internet, mas só supera a Colômbia quando o assunto é penetração --a comparação entre a quantidade de pessoas que freqüentam a web e a população total do país.

Segundo a matéria, no mês passado, 15,8 milhões de brasileiros visitaram pelo menos uma página da internet, bem acima do segundo colocado, o México, com 10,7 milhões. No entanto, esse número representa apenas 11% da população do Brasil com pelo menos 15 anos de idade. No Chile, o líder da região, a penetração é de 45%, na Argentina, 24%, no México, 14%, e, na Colômbia --a pior colocada--, 9%.

Os dados são da empresa americana comScore, uma das mais conhecidas do setor de pesquisas do mundo digital. É a primeira vez em que ela faz um levantamento sobre o uso de internet na América Latina.

domingo, 29 de julho de 2007

Mais uma tragédia

O acidente com o avião da TAM no aeroporto de Congonhas é mais um episódio a expor as antigas mazelas de um país refém dos interesses privados, de grandes corporações, de seus interesses particulares. De um país cujos governos - todos eles - repetem-se na incompetência de gestão, na irresponsabilidade sobre os rumos da nação, na ausência de planejamento das questões estruturais.
A tragédia - apenas mais uma a devorar vidas no cotidiano deste país - faz parte, no fundo, da histórica apropriação do público pelo privado. Destaco um artigo de Luiz Gonzaga Belluzzo, na última Carta Capital.

Acesse http://www.cartacapital.com.br/2007/07/454/refens/

Democracia à brasileira


Após quatro anos de mandato do presidente Lula, apesar de alguns avanços produzidos pelas políticas governamentais, o país ainda convive com escândalos sociais inaceitáveis. E, para muitos, até difícil de dimensionar.
Para isso, no entanto, basta correr os olhos por alguns números, que assustam.
Diante das idéias de Espinosa, é no minimo instigante descobrir que o Brasil é considerado "a quinta "democracia do mundo" e "a principal economia da América Latina" ao mesmo tempo em que é "um dos três mais desiguais do planeta", segundo a ONU.
Que democracia é esta que, conforme o Ipea, condena 59 milhões de pessoas (31,5%, 2004) à pobreza e, deles, 26 milhões à extrema pobreza?

Que demoracia é esta que mantém a desigualdade em patamares impressionantes: a renda do 1% mais rico equivale ao de 50% da população do país?

Que democracia é esta que não consegue incluir a metade da força de trabalho nacional no mercado formal, o que impede essas pessoas o acesso à previdência e a remuneração menos indecente?

Que democracia é esta que se move, segundo números da OIT, explorando a força de trabalho de 4,78 milhões de crianças e jovens entre 5 e 17 anos, mal remunerados e em condições inaceitáveis?

Que democracia é esta que convive com 50 mil homicídios por ano, a maioria pobres e negros?

Que democracia é esta que, segundo o Ipea, não consegue evitar a evsasão de 43% das crianças que começam o ensino básico?

Que democracia é esta que permite a apenas 5% dos pobres "o privilégio" de chegar ao ensino superior?

Que democracia é esta que não consegue ensinar a metade dos alunos da quarta série a ler um texto?

Que democracia é esta?