Os 40 anos da morte de Ernesto Che Guevara foram lembrados em várias partes do mundo na última segunda-feira. Em Cuba, cerca de 10 mil trabalhadores e estudantes cubanos reuniram-se diante do mausoléu que ostenta uma estátua do guerrilheiro armado com um fuzil em Santa Clara - cidade da região central de Cuba que Che Guevara "libertou" em 1958, na batalha mais importante da revolução cubana.
No dia 8 de outubro de 1967, Che foi capturado e executado na Bolívia. "Che era amado, apesar de ser teimoso e exigente. Daríamos nossas vidas por ele", afirmou Tomás Alba, 80 anos, que lutou sob o comando de Che Guevara. Na homenagem em Santa Clara, uma faixa exaltava-o como um "verdadeiro exemplo das virtudes revolucionárias".
Che Guevara continua sendo um herói nacional em Cuba e um símbolo da revolução no mundo todo. O guerrilheiro dirigiu o banco central de Cuba e comandou o Ministério da Indústria durante os primeiros anos do governo revolucionário. Defendeu a nacionalização das empresas privadas e sonhou com uma sociedade sem classes na qual o dinheiro seria abolido e os salários se tornariam desnecessários. Em 1966, deixou Cuba para iniciar uma nova guerrilha nas selvas da região leste da Bolívia, combate em que viria a ser morto.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Granma lembra Allende e 11/9

Muitos povos do mundo sofrem todos os dias conseqüências similares aos atentados do 11 de setembro por causa das políticas da Casa Branca, afirmou nesta terça-feira o jornal oficial cubano Granma.
"Para muitos povos do planeta, em todos os dias há um 11/9 por mais que se oculte que as políticas impostas pela Casa Branca, sejam econômicas, militares ou até meio ambientais, resultem num atentado contra a humanidade", afirma o jornal.
Granma recorda que nessa mesma data, só que em 1980, a "máfia anticastrista apoiada por Washington assassinou impunemente", em Nova York, o diplomata cubano Félix García.
Também nessa data, em 1973 "a junta fascista de Augusto Pinochet, com o beneplácito ianque, derrubou o governo da Unidade Popular do presidente Salvador Allende (foto), imolado naquele dia".
"Se nas Torres Gêmeas e no Pentágono morreram cerca de 3.000 pessoas, o mundo vive desde então dias de sangue multiplicadas pelo efeito da 'cruzada global antiterrorista' dos Estados Unidos", afirma o Granma, citando as invasões do Afeganistão e do Iraque.
Com informações da agência France Presse
Vice boliviano acusa EUA de financiar oposição

O vice-presidente boliviano, Alvaro García Linera, disse que as verbas norte-americanas de ajuda ao país são usadas para financiar grupos de oposição ao governo de esquerda do presidente Evo Morales.
Desde que assumiu o poder, em janeiro de 2006, Morales, um líder de origem indígena aymara, tem se aliado a outros líderes de esquerda latino-americanos, como o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e o cubano, Fidel Castro. García Linera afirmou que Washington está doando milhões de dólares para criar uma "usina ideológica" para os políticos conservadores que se opõem ao governo.
Um porta-voz da embaixada americana se negou a comentar o assunto e disse não ter escutado os comentários do vice-presidente. Mas, na semana passada, o embaixador americano na Bolívia, Philip Goldberg, admitiu que o valor anualizado da ajuda de seu país até outubro poderia chegar a 120 milhões de dólares e não a 140 milhões de dólares. "Ajudas que fomentam resistências políticas não são boas ajudas e não são bem recebidas", disse García Linera, um intelectual e ex-guerrilheiro de esquerda.
Com informações da agêncua Reuters.
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Oitenta e um anos de Fidel Castro

O presidente cubano Fidel Castro completa hoje 81 anos de idade. O guerrilheiro que derrotou o ditador Fulgencio Batista em 1959 e governou Cuba nos 47 anos seguintes desafiando os Estados Unidos, mantém-se como o principal líder político da América Latina e um dos grandes estadistas, talvez o único no mundo.
sábado, 4 de agosto de 2007
Sobre a colaboração de classe
Em novembro do ano passado, o jornalista, escritor, professor da PUC-SP e editor da revista Caros Amigos, José Arbex Jr., disse em entrevista ao site Fazendo Media, que não acredita em govrnos que promovam a colaboração de classe, situação que descreveu como a "ante-sala do fascismo". Destaco, a título de curiosidade, um trecho da entrevista sobre o assunto:
"(...) é só pesquisar fatos históricos. Quem preparou o franquismo? A Frente Popular espanhola. O mesmo aconteceu com a França, cuja Frente Popular abriu a avenida para a república colaboracionista de Vichy. Os exemplos se multiplicam. É inevitável: as ilusões com o governo fazem com que os movimentos populares desçam a gaurda, abandonem posições de confronto, comecem a aposta na estabilidade burguesa e nos acordos para 'melhorar um pouquinho' a vida. Cria-se a percepção ilusória de que os conflitos podem ser resolvidos na mesa de negociações. Junto com isso vem a corrupção, a cooptação dos dirigentes, o abandono de princípios. Aí estoura a crise, e a burguesia ataca as migalhas que antes haviam sido atiradas ao povão. Só que, nessa altura, todas as organizações populares, pelo menos as mais importantes, já foram desmanteladas. Foram transformadas em caricaturas (...)"
"(...) é só pesquisar fatos históricos. Quem preparou o franquismo? A Frente Popular espanhola. O mesmo aconteceu com a França, cuja Frente Popular abriu a avenida para a república colaboracionista de Vichy. Os exemplos se multiplicam. É inevitável: as ilusões com o governo fazem com que os movimentos populares desçam a gaurda, abandonem posições de confronto, comecem a aposta na estabilidade burguesa e nos acordos para 'melhorar um pouquinho' a vida. Cria-se a percepção ilusória de que os conflitos podem ser resolvidos na mesa de negociações. Junto com isso vem a corrupção, a cooptação dos dirigentes, o abandono de princípios. Aí estoura a crise, e a burguesia ataca as migalhas que antes haviam sido atiradas ao povão. Só que, nessa altura, todas as organizações populares, pelo menos as mais importantes, já foram desmanteladas. Foram transformadas em caricaturas (...)"
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Banrisul à venda

O governo do Rio Grande do Sul embolsou ontem R$ 1.264.414.452,69 obtidos com a venda de ações do Banrisul. A informação é do secretário da Fazenda e presidente do conselho de administração do Banrisul, Aod Cunha. A receita veio da venda do primeiro lote de ações do Banrisul, uma das cartadas da governadora Yeda Crusius que administra o Estado em meio a maior crise da história.
No primeiro dia de comercialização, foram realizados cinco mil negócios. Cada papel foi vendido a R$ 12. Ao todo, as transações resultaram em R$ 360 milhões em apenas um dia. As ações do banco gaúcho foram as terceiras mais negociadas na Bovespa no dia - perdendo apenas para os títulos da Vale do Rio Doce e da Petrobras.
O desempenho superou a expectativa até de sua diretoria, com valorização de 1,66% em relação ao preço fixado na primeira fase da operação. Apesar de o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, afirmar que pretende manter a presença da instituição nos municípios gaúchos, há o temor de que, para atender aos critérios de competição, o Banrisul tenha de abrir mão de agências deficitárias. Ou seja, o governo de Yeda repete a fórmula neoliberal, de quanto menor o Estado para o povo melhor, desde que isso não comprometa os negócios dos amigos.
terça-feira, 31 de julho de 2007
O corte começou na França

A agência EFE informou hoje que o primeiro ministro francês François Fillon anunciou a supressão de 22,7 mil postos de trabalho no governo, com o objetivo de reduzir o déficit público, previsto de 2,3% do PIB para 2008.
A estratégia é não ocupar um em cada dois postos de funcionários aposentados, exceto nas árreas de educação, pesquisa e justiça. O anúncio ocorreu durante entrevista coletiva ao final de uma reunião ministerial sobre orçamento para o próximo ano.
A medida foi uma das principais bandeiras de campanha do presidente eleito Nicolas Sarkozy, que derrotou a socialista Ségonèle Royal na disputa deste ano.
Assinar:
Postagens (Atom)