quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Defensa de Bolivia

El imperialismo y la oligarquía local quieren derrocar al Gobierno y
anular el proceso de cambios para recuperar su poder

Nuevamente, esta vez en vísperas del referéndum revocatorio del 10 de agosto, el imperialismo norteamericano y la oligarquía criolla arremeten contra el proceso de cambios en Bolivia, desarrollando acciones violentas para desestabilizar al Gobierno de Evo Morales, el mismo que cuenta con el apoyo del pueblo que votará por el sí este domingo.
Esta campaña desestabilizadora ha tomado diversas formas: los referendos autonómicos en cuatro departamentos y la satanización de la Constitución son sus manifestaciones más evidentes. Pero lo son también todas las agresiones racistas contra los indígenas bolivianos, como la perpetrada el 24 de mayo pasado en Santa Cruz, y la proliferación de grupos de clara orientación nazi, que persiguen y agraden a los indígenas.
Detrás de todo esto están los intereses del imperialismo norteamericano,las transnacionales y las oligarquías locales, que siempre han estado aliados y que hoy ven un serio peligro para sus ganancias y sus estrategias geopolíticas en un gobierno y una Constitución que defiende su soberanía sobre los bienes naturales, y reconoce y promueve su diversidad definiéndose como un Estado Plurinacional.
Por eso la campaña desestabilizadora se agudiza en vísperas del referéndum. Porque saben que si cae Bolivia cambiaría toda la correlación de fuerzas en Suramérica, donde los únicos aliados totalmente incondicionales que le quedan al imperio son los gobiernos de Colombia y Perú. Por eso, defender a Bolivia es defender el futuro de
Latinoamérica.

¡SOLIDARIDAD CON EL PUEBLO BOLIVIANO!

¡LOS PUEBLOS TENEMOS DERECHO A DECIDIR Y CONSTRUIR NUESTRO FUTURO!

Lima, 06 de agosto de 2008

Coordinadora Andina de Organizaciones Indígenas, CAOI
Confederación Nacional de Comunidades Afectadas por la Minería, CONACAMI
Confederación Campesina del Perú, CCP
Confederación Nacional Agraria, CNA
Asociación Interétnica de Desarrollo de la Selva Peruana, AIDESEP

COORDINADORA ANDINA DE ORGANIZACIONES INDÍGENAS – CAOI
Bolivia, Ecuador, Perú, Colombia, Chile, Argentina

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Lula e Chávez investem na Bolívia


EFE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chefe de Estado da Venezuela, Hugo Chávez, concederam nesta sexta-feira ao governante boliviano, Evo Morales, uma ajuda de US$ 530 milhões (R$ 842,4 milhões) para estradas na Amazônia e prometeram mais respaldo para desenvolver a indústria do gás no país. Lula e Chávez assinaram os convênios em um estádio de futebol de Riberalta, situado 900 quilômetros ao nordeste de La Paz, perto da fronteira com o Brasil.

Chávez assinou um acordo para dar à Bolívia US$ 300 milhões (R$ 476,85 milhões) e Lula concederá um empréstimo de US$ 230 milhões (R$ 365,6 milhões) para a construção de uma rota que permitirá unir La Paz com a fronteira do Brasil.

Segundo o presidente venezuelano, a estrada unirá o norte tropical de La Paz, o noroeste do Brasil e a Amazônia, além de ligar vias que levam ao Orinoco venezuelano. Lula também prometeu "aprofundar a cooperação no campo energético" com novos investimentos da Petrobras na Bolívia na exploração conjunta de poços de petróleo e em um futuro planejar a construção de uma hidroelétrica binacional.

Homenagem a Martí



Com a presença do presidente da Assembléia do Poder Popular de Cuba, deputado Ricardo Alarcón, o Congresso Nacional brasileiro homenageou no último dia 1 o líder da independência cubana José Martí. Entre diplomatas, deputados e senadores que participaram da homenagem aos 155 anos de nascimento de José Martí, estava o embaixador de Cuba, Pedro Núñez Mosquera (foto). O herói cubano, que nasceu em 28 de janeiro de 1853 e foi morto por tropas espanholas aos 42 anos, viveu como exilado nos Estados Unidos. Ele acreditava que a expansão do poder norte-americano era uma ameaça à América Latina.
O aspecto antiimperialista da luta de José Martí foi ressaltado pelos senadores José Nery (PSOL-PA), João Pedro (PT-AM), Inácio Arruda (PCdoB-CE) e Eduardo Suplicy (PT-SP), que assinaram, com a deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), o requerimento para a homenagem.
Alarcón agradeceu o apoio dos parlamentares brasileiros à luta pela libertação dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos há dez anos, sob acusação de espionagem, condenados a penas que vão desde 15 anos de reclusão até prisão perpétua, sem direito a defesa, disse.

domingo, 1 de junho de 2008

Lula defende combustíveis alternativos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo, em Roma, que o objetivo principal do Brasil na Conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) sobre Segurança Alimentar, Mudanças Climáticas e Bioenergia, que começa terça-feira, na capital italiana, é convencer os parceiros internacionais que o etanol brasileiro não ameaça a produção de alimentos.
O presidente afirmou que a campanha internacional do governo a favor do etanol brasileiro é "uma guerra necessária" para o Brasil. Segundo ele, ONGs, fazendeiros europeus e a indústria automobilística da Europa estão entre os que fazem campanha contra o etanol.
"Não é o etanol que faz subir o preço dos alimentos, porque o Brasil, que produz mais biocombustíveis, também produz mais alimentos", afirmou.
Segundo Lula, a conferência será uma oportunidade de o Brasil dar seqüência ao debate sobre combustíveis alternativos para as próximas décadas.
"Estamos convencidos de que o mundo pode relutar, mas vai ter de assumir a responsabilidade de usar outros combustíveis", afirmou o presidente à "Agência Brasil", em entrevista na Embaixada do Brasil.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Renúncia 2


A saída de Marina Silva rendeu mais no editorial do "Independent", que cita um relatório encomendado pelo governo britânico, o Sterns Report, cuja recomendação é o fim do desmatamento como a melhor e mais barata forma de combater o aquecimento global --e que não exige sequer inovações tecnológicas. Essa iniciativa consumiria "apenas a vontade política e cerca de US$ 80 bilhões, uma conta relativamente baixa se for paga por todo o mundo", afirma o jornal.

"O Brasil não vai pagar", diz o jornal. "E por que deveria pagar por algo que vai beneficiar todo o mundo?" O editorial conclui dizendo que "chegar a um acordo internacional viável é o desafio para o próximo Kyoto. Mas uma coisa é clara. Esta parte do Brasil é muito importante para deixar para os brasileiros. Se perdermos as florestas, perdemos a luta contra o aquecimento global."

A renúncia da ministra também foi destaque em vários outros jornais. Também na Grã-Bretanha, o The Guardian afirma em reportagem que o "medo pelo futuro da maior floresta tropical do mundo aumentou ontem, depois da renúncia repentina da ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva".

Na França, o "Le Monde" destaca que a carta de demissão de Marina Silva chegou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na mesma hora em que o anúncio era feito à imprensa. Na Espanha, o "El País" afirma que Lula "deu as costas à maior defensora da Amazônia", destacando que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, "sua rival no governo", é quem ganha com a demissão.

Em artigo relacionado, o "El País" destaca ainda a "volatilidade" do governo Lula, afirmando que os ministros "não duram muito".

Renúncia 1


A renúncia de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente foi considerado um "golpe para futuro do planeta" pelo jornal britânico "The Independent".

No editorial de título "Salvem os pulmões de nosso planeta", publicado nesta quinta-feira, o jornal afirma que, cinco anos atrás, a ministra foi nomeada como o "anjo da guarda" da Amazônia, mas desde então vinha travando batalhas com fazendeiros e madeireiras.

"Ela freqüentemente parecia uma voz solitária no governo brasileiro --derrotada em votações como a introdução de grãos geneticamente modificados, a construção de uma nova usina nuclear e em projetos maciços de infra-estrutura, incluindo duas grandes represas para hidrelétricas e a construção de uma nova estrada na floresta."

Segundo o jornal, a Amazônia deveria ser uma preocupação mundial. "É fácil para as nações ricas condenar uma economia emergente que sucumbe às pressões comerciais e abandona o meio ambiente. Mas este não é o problema de apenas um país. As mudanças climáticas são o maior fracasso do mercado já visto no mundo; aqueles que poluem, geralmente, não são os que pagam. A Amazônia é um recurso precioso para o mundo todo e pelo qual nós todos devemos assumir responsabilidade", afirma o editorial.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Tensão na Bolívia


Estive na Bolívia duas vezes. A primeira em janeiro de 1990. A segunda sete anos depois. É evidente a qualquer visitante que o país vivia naquela década os efeitos da onda globalizante comum à maioria dos países. Foi quando ocorreu a privatização da maior empresa de telefonia, a Entel, vendida para italianos. Lembro-me que o preço do serviço, uma simples ligação de telefone público, era alto para um turista, imagine para o boliviano médio.
Mas não é só isso. O drama da Bolívia - e do presidente Evo Morales - é a imensa dificuldade de livrar-se do passado, do domínio político de uma elite branca, da dependência de grupos estrangeiros que naquela década tomaram conta das maiores riquezas do país. Aliás, o mais impressionante para quem conhece os níveis de pobreza dos bolivianos, a precariedade da vida da maioria, é saber que lá riqueza não falta. Apenas para citar exemplos: o país detém grandes reservas de gás e petróleo. A prata já foi-se toda, há muito tempo, pelas mãos ávidas dos espanhóis.
Mas esta semana é de tensão na Bolívia.
Ontem, em discurso pelo dia 1o. de maio, o presidente Morales anunciou em La Paz a retomada do controle de quatro empresas do setor de hidrocarbonetos (petróleo e gás) e a nacionalização da Entel. O anúncio foi feito três dias antes de referendo sobre autonomia no departamento de Santa Cruz, governado pela oposição a Evo. Além da resistência interna, seu governo enfrenta a pressão externa dos Estados Unidos. Para a ortodoxia do mercado, Morales tem cometido pecados capitais.
Há alguns dias, Fidel Castro advertiu para o risco de golpe de estado na Bolívia. Estados Unidos acompanham de perto a situação lá, onde, aliás, mantém o maior aparato da CIA na América do Sul.